Análise do CTA

Amostras de Pedras discóidesAs pedras discódes  foram analisadas pelo CTA – Centro Tecnológico Aeroespacial em 25/09/2003.
Após serem submetidas a exames laboratoriais, os pesquisadores do CTA emitiram relatório que mostra que as pedras são compostas por camadas e que essas camadas apresentam morfologias semelhantes, diferenciando-se apenas pelo tamanho das partículas que as compõem.

As análises indicaram que os elementos químicos presentes nas divepedra discóidersas camadas observadas são praticamente os mesmos: Ferro, Oxigênio, Silício, Alumínio e Potássio, sendo que nas camadas com partículas mais finas observou-se a presença do elemento químico Titânio.

Conforme a análise das amostras das pedras discóides enviadas ao CTA, os compostos nela presentes são: SiO2, amostra CTA pedra discoide aquecida a 1400 grausÓxido Silício; Fe2O2, Óxido de Ferro; Fe2(TiO3) Óxido de Ferro e Titânio; K2O, Óxido de Potássio e Li2Al2Si2O2, Óxido de Alumínio e Lítio.

Foi realizado uma análise onde a amostra foi aquecida à 1.400º Celsius, onde a mesma apresentou um aumento de volume através da formação de uma camada vitrificada esverdeada na sua superfície e a deposição de compostos amorfos de grande porosidade.

Mais detalhes sobre a Análise do CTA nas Pedras discóides

As amostras encaminhas ao CTA foram cortadas ao meio e exames de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e análises por Espectrometria da Energia Dispersiva de Raio-X (EDS) foram realizados nas seções de corte das amostras. Os Exames MEV mostraram que a pedra é composta por camadas que apresentam morfologias semelhantes, diferenciando apenas pelo tamanho das partículas que as compõe. As análised por EDS indicaram que os elementos químicos presentes nas diveras camadas observadas são praticamente os mesmos: Ferro, Oxigênio, Silício, Alumínio e Potássio, sendo que nas camadas com partículas mais finas observou-se a presença de Titânio.

A título de curiosidade, o titânio foi descoberto em 1791, por William Gregor, ao realizar experiências de tratamento da ilmenita com ácido sulfúrico e ácido clorídrico concentrado. O nome titânio tem origem na palavra grega titanes, que na mitologia grega, é um dos filhos de Urano (Céu) e Gaia (Terra).  É um metal pouco reativo em temperatura ambiente. No entanto, quando aquecido , forma compostos estáveis, duros e refratários. O titânio é resistente à maioria dos ácidos orgânicos, ao ácido clorídrico e sulfúrico diluídos, a gases e soluções contendo cloro. A forma do titânio (IV) corresponde ao seu estado de oxidação mais estável.

Exames por Difração de Raios-X indicaram que os prováveis compostos presentes nas amostras são: Óxido de Silício, Óxido de Ferro, Óxido de Ferro e Titânio, Óxido de Potássio e Óxido de Silício Alumínio e Lítio.

Análise por Difração de Raio-x indicando os componentes da amostra

Análise por Difração de Raio-x indicando os componentes da amostra

Após aquecida a 1400 graus Celsius, a amostra apresentou um aumento de volume com a formação de uma camada vitrificada de tom esverdeado na superfície. Novos testes por difração de Raios-X indicaram que os compostos presentes na amostra após o aquecimento eram o Óxido de Ferro, Óxido de Silício Alumínio e Potássio. No espectro do exame houve um aumento no ruído de fundo, evidenciando a formação de compostos amorfos, mostrando o desaparecimento do Óxido de Silício, do Óxido de Potássio, do Óxido de Silício Alumínio e Lítio, e a formação do Óxido de Silício Alumínio e Potássio, indicando a formação vítrea durante o aquecimento. A porosidade e o aspecto resultante da amostra estão em acordo com o resultado do exame.

Análise por Difração de Raio-x aós aquecimento indicando os componentes da amostra

Análise por Difração de Raio-x aós aquecimento indicando os componentes da amostra

Foi também feita uma análise de espectrometria de infravermelho, que foi realizada no setor de espectroscopia de infravermelho do Laboratório Instrumental (CIN-IR) da divisão de Química (AQI) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Centro Técnico Aerosespacial (CTA).

O método espectrométrico de análise com absorção no infravermelho, usualmente denominado de análise IR ou PT-IR baseia-se na absorção quantizada da radiação infravermelha pela amostra, levando a excitação vibracional de suas moléculas. As mudanças quantizadas de energia nas frequências de vibração e rotação das ligações entre os átomos produzem as bandas de absorção na região do infravermelho. Esse processo é registrado o espectro de absorção obtido com um espectrofotômetro equipado com um interferômetro que opera com transformada de Fourier.

A análise da absorção de Infravermelho IR por posição, forma e intensidade realizados nas amostras de pedras discóides lembram as observadas em materiais fossilizados do tipo resina éster contendo grupos OH, também conhecidos como âmbar na literatura técnica. A mesma amostra calcinada em bico de bunsen, resultando em um pó laranja foi analizada por meio da técnica IR/P/KBr 0,8:400mg3, gerando o espectro 03901, mostrando que o padrão de absorção contém os grupos Si-O, indicando a presença de sílica na amostra.

Comparação das análises de espectrometria IR nas pedras discóides

Comparação das análises de espectrometria IR nas pedras discóides

Link para o Relatório Técnico da Análise Realizada pelo CTA : Relatório Técnico CTA – Pedras Discóides